Espanha: Experiência de vida real confirma que o uso de remdesivir em doentes hospitalizados com COVID-19 foi associado a uma baixa taxa de mortalidade e a um bom perfil de segurança. Realizado por investigadores do Hospital Clínic de Barcelona, o estudo descreve a utilização do remdesivir na prática clínica.
O primeiro estudo de vida real, realizado em Espanha, sobre a utilização de remdesivir na prática clínica, numa coorte de 123 doentes, confirma os seus benefícios em doentes hospitalizados por COVID-19. Os resultados vão ao encontro das conclusões de ensaios clínicos prévios de referência, como o ACTT-1, estudo independente da iniciativa do National Institute of Alergy and Infectious Diseases (NIAID) e do National Institute of Health (NIH): remdesivir é associado a um bom perfil de segurança e a uma baixa taxa de mortalidade em doentes hospitalizados com COVID-19. Os resultados também destacam que a administração precoce do fármaco está associada à redução do tempo de hospitalização e à redução da necessidade de ventilação mecânica invasiva. Os autores do estudo concluem que o uso de remdesivir em doentes internados com COVID-19 contribui para o melhor funcionamento e otimização do sistema de saúde, nomeadamente na libertação de recursos adicionais. Leia este estudo aqui.
França: Estudo de modelação realizado no Hospital Universitário de Poitiers conclui que a utilização de remdesivir e de dexametasona reduzem as hospitalizações para doentes com COVID-19. Uso do remdesivir pode limitar significativamente a saturação das capacidades hospitalares, em particular nas UCIs.
Investigadores do Hospital Universitário de Poitiers, que avaliaram o impacto do remdesivir na utilização dos recursos hospitalares e o seu impacto orçamental, apoiam a utilização ampla deste fármaco nos doentes sob suporte de oxigénio suplementar de baixo e alto fluxo para achatar a curva epidémica da doença e limitar a saturação da capacidade hospitalar.
Em “Remdesivir como uma ferramenta para aliviar o sistema de saúde hospitalar sobrecarregado pela COVID-19: Um estudo de modelação sobre a gestão das vagas para internamento e o impacto orçamental da pandemia por COVID-19 a nível hospitalar”, os investigadores do Hospital Universitário de Poitiers concluíram que remdesivir e dexametasona são os únicos fármacos que proporcionam reduções nos internamentos hospitalares em doentes com COVID-19.
Os autores do estudo avaliaram o impacto de remdesivir na utilização dos recursos hospitalares (camas) e o impacto orçamental do surto pela COVID-19; concluíram que tratar os doentes elegíveis para remdesivir sob suporte de oxigénio suplementar de baixo fluxo durante toda a segunda vaga teria permitido diminuir o número de internamentos em enfermaria em 4% e em cuidados intensivos em 9%. Ao considerar também os doentes elegíveis para remdesivir sob suporte de oxigénio suplementar de alto fluxo, o número de internamentos em cuidados intensivos poderia ter diminuído em, até, 14%.
A utilização de remdesivir iria, na maioria dos casos, gerar poupanças, até 722 euros, ou, pelo menos, ser neutro em termos de custos. O tratamento de doentes elegíveis para remdesivir pode contribuir significativamente para a diminuição da sobrecarga do sistema hospitalar, principalmente em cuidados intensivos. Leia este estudo aqui.


